A BONDADE DE YEMAYÁ

yemanya 6

OLÓFIN estava desgostoso com todos os povos da Terra, porque eles o haviam esquecido. Por isso, tirou a chuva do mundo. Com tão prolongada seca, morriam os animais, secavam as plantações e não havia quase água para beber.

Vendo o rumo tão desagradável que tomavam as coisas no planeta, os ORISHÁS a quem OLÓFIN havia entregado o cuidado do mundo, se reuniram e a proposição de SHANGÓ, decidiram enviar YEMAYÁ para que fosse ver OLÓFIN e lhe suplicasse o perdão.

YEMAYÁ seguiu o caminho da montanha onde OLÓFIN tem o seu Palácio. Passou muita dificuldade subindo pela encosta estreita e, por isso, teve que caminhar por vários dias, mas ao final chegou.

Tinha tanta sede que ao chegar aos jardins de OLÓFIN, não pode resistir mais e se ajoelhou e começou a beber água em um poço pestilento que ali encontrou.

Enquanto isso OLÓFIN, que havia saído para dar o seu passeio matinal, viu de longe que alguém se atreveu a perturbar sua tranquilidade. Ao aproximar-se para ver quem era o intruso, ficou perplexo ao encontrar com YEMAYÁ que bebia ansiosa a água suja do charco.

Foi tanta a compaixão, que ele disse que se levantasse, que iria perdoar os homens, graças a esse ato dela e que lhes mandaria a água, pouco a pouco, para que não houvesse danos.

Por conta da benevolência e humildade de YEMAYÁ, que mesmo sendo ONI (Soberana), OLÓFIN teve compaixão para com os seres humanos novamente.

Maferefun YEMAYÁ todos os dias! Omi ó YEMAYÁ!

 

Ifá Ni L’Órun